Fotografando Pôr-do-Sol

No inverno a pouca chuva e o excesso de poeira em suspensão na atmosfera deixam o pôr-do-sol bem amarelo e muito fotográfico. Para fotografar o pôr-do-sol é preciso ter cuidado, não basta apontar e click.

Para não ter uma foto sem graça e muito comum é preciso tomar cuidado com a composição e fotometria.

Ao invés de fotografar o seu contra um horizonte limpo e plano procure por algo em primeiro plano que dê um destaque especial a foto. Na hora de fotometrar cuidado. Se o Sol ocupar a parte central da foto, o fotômetro entenderá que há muita luz e escurecerá demais a imagem. Para fotometrar corretamente siga os seguintes passos:

Coloque a câmera de tal forma que o sol fique fora do visor;
Meça a luz e regule a velocidade para que o fotômetro fique zerado;
Recomponha a foto e faça o click com a regulagem do passo 1.
Pronto, você terá uma foto com riqueza de detalhes, sem perder aquele amarelo intenso do pôr- do-sol sem escurecer demais a foto.
.


fotometria foi feita direta no sol.

Ver nossos cursos de fotografia

Contra Luz Objeto Translúcido

Vitrais e folhas largas no contra luz geralmente dão fotos excelentes. E, como em geral acontece, a fotometria é o ponto mais importante. Utilizando o fotômetro de matriz, meça a luz no todo da cena. Em seguida aumente a exposição em um ponto, isto significa dizer que se a fotometria deu 1/250s. para fazer a foto utilize 1/125s, deixando entrar mais luz. O filme não importa muito, mas quanto menor o ISO do filme maior a nitidez.

Se o que você estiver fotografando tiver um tom muito escuro, em vez de abrir um ponto inteiro abra apenas 1/2 ponto. Se você o que você estiver fotografando for muito claro, uma toalha branca com bordados ou pinturas coloridas, então abra 2 pontos.

Ver nossos cursos de fotografia

Facilite sua vida com o “Ensolarado 16″

Nem sempre é preciso fotometrar para fazer uma foto bem exposta. Se a condição de luz do dia não muda, basta fotometrar uma vez e usar esta regulagem para todas as fotos que tem a mesma direção de luz, ou usar a regra do ensolarado 16.

Esta regra, muito simples, diz que em caso de sol pleno, como aqueles dias em que não há nuvens no céu, basta por a abertura em f/16 e a velocidade igual ou próxima ao ISO do filme. Acredite, dá certo.

Na passagem da Volvo Ocean Race pelo Brasil, fui convidado pela Illbruck Brasil, a fotografa a regata. Quando chegamos lá estava um sol de rachar a moringa, nenhuma nuvem no céu. precisa fotometrar, lógico que não. Bastou colocar 1/125 de velocidade (o ISO do filme era 100) e f/16 de abertura. Fotografando com luz frontal, não havia como errar.

Como eu também estava embarcado numa pequena lancha que balançava com qualquer ondinha, tive que reajustar a relação de abertura x velocidade para 1/1000 x f/5.6.

Todas as fotos ficaram perfeitas.

Ver nossos cursos de fotografia

Desfocando o fundo

Quatro coisas são importantes quando se deseja pequena profundidade de campo, fundamental para que se traga atenção sobre o objeto desejado.

1) Utilize a maior abertura possível. Aberturas como f/4 ou maiores deverão garantir um bom resultado.
2) Chegue o mais próximo possível do motivo. A profundidade de campo diminui drasticamente com a distância,
3) Utilize a maior objetiva possível. Quanto maior a objetiva menor a profundidade de campo, procure utilizar objetivas acima de 80mm quando desejar desfocar o fundo.
4) Mantenha o motivo o mais longe possível do fundo.

Ver nossos cursos de fotografia

Fotografando Raios de Sol

Para conseguir fotografar os raios de Sol que entram por entre as árvores é preciso que haja neblina forte ou muita poeira em suspensão. Se a neblina for sutil esqueça, eles nem vão aparecer na foto.

A grande chave deste tipo de foto está na fotometria. Ela deve ser feita no modo pontual, num local onde o raio esteja bem definido. Com isto o raio de sol será o meio do tom da foto. Você terá luzes mais claras, o céu ou sol, e pontos mais escuros, os pontos em sombra.

Nesta foto a fotometria foi feita bem no ponto mais claro dos rios próximos a meio da foto.

Ver nossos cursos de fotografia

Fotografando Nuvens

nuvens no céu produzem formas belas e instigantes que muitas vezes temos vontade de registrar, mas não sabemos como, mas não é difícil fotografá-las.

1) Como as nuvens estão distantes não há problema com profundidade de campo. Utilize a maior abertura possível, para evitar tremer com velocidade baixa;
2) Feche o quadro para enquadrar apenas nuvens;
3) Atenção na fotometria, você não pode medir a luz direto nas nuvens. Elas informam que há muita luz na cena e deixam as fotos muito escuras. O ideal é medir a luz no branco da nuvem e aumentar a exposição em entre 1 e dois pontos. Ou seja, se a exposição deu 1/250 com f/16, utilize f/8 ou f/11.
4) Use um polarizador para aumentar o contraste entre as nuvens brancas e o céu azul.

Ver nossos cursos de fotografia

Escolhendo o lugar certo para fotometria

Algumas vezes a fotografia fica divida, com uma parte no sol e outra na sombra.

As câmeras, convencionais e digitais, não conseguem registrar este tipo de condição. Nestes casos é preciso decidir onde está a parte mais importante da foto, se na sombra ou no sol.

Decidido isto faça a fotometria na parte que escolheu como mais importante.

Na foto que ilustra esta dica a parte considerada mais importante foi aquela que está no sol. Para fazer a fotometria, basta apontar a câmera para baixo de modo que todo o visor seja tomado pela parte mais iluminada.

Acerte o fotômetro de sua máquina, reenquadre a cena e faça a foto. Lembre-se apenas que o motivo onde a fotometria está sendo feita deve ser meio tom, ou seja, nem muito branco, nem muito preto.

Ver nossos cursos de fotografia

Quando a cena não permirte fotometrar

Quando a cena não possui nada que seja de tom intermediário, embora estando bem iluminada, ai não é possível fotometrar na própria cena.

Nestes casos há duas soluções possíveis:
1) Fotometrar em alguma coisa próxima que seja meio tom, como um gramado, e utilizar esta fotometria obtida na cena final.
2) Fotometrar num cartão cinza 18% ou na plama da mão e abrir a exposição em 1 ponto, ou seja se a fotometria foi 1/250s utilizar 1/125s.

Ver nossos cursos de fotografia

Fotografando na neve

Fotografar neve é um problema porque o excesso de branco engana o fotômetro. Os fotômetros são projetados para fotografarem apenas objetos meio tom, ou seja, de tom nem muito claro nem muito escuro. Quando fotografamos uma cena com muitos tons brancos, como neve, o fotômetro se engana e faz uma foto muito escura.

Existem duas formas de resolver este problema:

1)Fazer a fotometria normalmente na parte branca da neve e compensar a exposição entre dois e um ponto e meio para cima.
2)Medir a luz num cartão cinza 18% e compensar a compensação em -1/2 ponto.
3)Se a sua câmera tiver botão de back light pressione ele enquanto estiver fazendo a foto.”

Ver nossos cursos de fotografia

Fotografando a lua

Muita gente erra na hora de fotografar a lua porque acredita que a lua está muito escura (afinal é noite) e esquece que na lua está iluminada pelo maior Sol.

Ora, se na lua é dia e está ensolarado, então a fotometria deve ser feita na própria lua com fotômetro pontual. É importante assegurar-se que para que a fotometria funcione, você deverá estar com uma boa tele, algo em torno de 300mm.

Caso você não tenha uma boa tele ou fotômetro pontual, aqui vai nossa receita de bolo. Com filme ISO 100 use velocidade 1/125 com f/8 de abertura, isto se a lua já estiver mais alta no horizonte. Se ela estiver próxima do horizonte, abra para f/5.6 ou f/4.

Se estiver usando uma objetiva acima de 125mm, aconselhamos o uso de tripé.

Ver nossos cursos de fotografia