Mega pixel ! Quanto mais melhor ?

O mercado fotográfico continua enfiando goela abaixo do consumidor que quanto mais megapixels melhor a câmera fotográfica. Isto está longe de ser verdade.

Diversos fatores influenciam na qualidade da fotografia digital. Em alguns casos mais megapixels pior.

O maior problema da tecnologia digital é o ruído, que são pixels com cores erráticas que aparecem nas fotografias feitas com ISO alto ou exposições muito longas. Um dos fatores que contribui para isto são pixels de área muito pequena.

As câmeras digitais compactas tem ccds (o “filme digital”) muito pequenos, apesar dos muito megapixels. O resultado desta compactação são pixels diminutos.

Só como referência sobre a utilidade de tantos megapixels, veja quantos megapixels são necessários para:

foto 10x15cm = 1,5 megapixel
foto 20x30cm = 6 megapixel
tela cheia de monitor 15pol = aprox 0,8 megapixel.
quadro na parede aprox. 90x60cm = 6 megapixel

Outro problema do exagero no tamanho das imagens é o tamanho dos arquivos, que ficam cada vez mais lentos de manipular.

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HDR – Você ainda vai usar esta técnica

Sempre gostei de fotografar natureza, e sempre procurava dias nublados ou pelo menos com uma certa camada de nuvens difusoras no céu para amenizar as terríveis sombras que se formavam embaixo das copas das árvores.

Desde a chegada das técnicas de HDR tenho procurado fotografar em dias de sol, com aquelas sombras fortes mesmo, como é o nosso mundo real.

HDR – High Dinamic Range está contraposição ao LDR – Low Dinamic Range, que as câmeras fotograficas usam. Vou explicar.

Todos sabemos desde o primórdios da fotografia analógica que numa cena de alto contraste é preciso escolher o motivo que está na área mais iluminada ou na área menos iluminada e fazer a fotometria nesta parte escolhida. Quando fotometramos na parte pouco iluminada a parte bem luminda estoura e vice versa. Por isto escolhiamos dias nublados para fotografar interior de florestas, para que o degrau de luz fosse menor e a foto ficasse perto de razoavel.

Isto acontece porque as câmeras fotográficas, digitais ou não, fotografam com LDR, ou seja, com baixa capacidade de gravar aquilo que está no claro e escuro simultaneamente. E não há técnica no mundo que faça elas ‘enxergarem’ melhor por si mesmas.

Para produzir fotos em HDR, procuramos fazer várias fotos da mesma cena com diferença de dois pontos entre cada foto, com os extremos da fotometria feitos na baixa e na alta luz. Depois, com auxílio de programas como Photomatix (gosto deste) ou photoshop, fazemos a fusão delas. O resultado é bárbaro.

A foto abaixo foi feita usando a técnica HDR e o programa Photomatix. Jamais seria possível capturar o amarelo das flores no sol simultaneamente com a placa na sombra.

hdr1 - Foto feita utilizando técnica hdr

Para saber mais visite: hdr-tutorials

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Tamanho do cartão de memória

Com a chegada de cartões de memória cada vez maiores, ficamos tentados a adquirir cartões superiores a 1giga, que podem facilmente carregar 400 imagens.

O risco é que muita imagem num cartão apenas pode levar à perda de todas as fotos de uma viagem.

A forma mais comum de perder as imagens de um cartão é tentar retira-los enquanto a câmera está acessando as imagens (o que é mais comum) ou então por defeito de fabricação (mais raro) ou mesmo perda ou roubo.

Quando as imagens são apenas apagadas da memória, ficam resíduos de informação que podem causar problemas no futuro, o cartão pode “dar pau”. Isto normalmente acontece quando o fotógrafo não formata o cartão com freqüencia.

Quanto a velocidade do cartão isto é um fator que começa a ter alguma relevância, as câmeras ficando mais rádidas no número de fotos por segundo, pedem cartões mais rápidos para poder manter o desempenho.

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Qualidade do arquivo jpg

Quando usamos arquivos JPG, podemos selecionar sua qualidade e tamanho.

Os arquivos JPG são arquivos compactados, ou seja, usando artifícios de programação os arquivos guardados ficam menores do que os arquivos abertos no computador.

As compactações podem acarretar perda de qualidade ou não. Compactações sem perda de qualidade normalmente são pouco eficientes, já aquelas com perda de qualidade conseguem taxas de compactação maiores.

A compactação do JPG acarreta perda de qualidade.

Quanto maior o fator de compactação utilizado maior a perda de informação e a degradação da imagem.

Só devemos utilizar nossas câmeras digitais em baixa qualidade se a imagem que estamos gerando realmente não tem compromisso.

A qualidade intermediária da câmeras, entretanto, permite uma qualidade um pouco maior, suficiente para uma boa impressão.


Qualidade baixa – pouca qualidade/arquivo pequeno


Qualidade média – qualidade razoável/arquivo médio


Qualidade alta – muita qualidade/arquivo grande

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Ruído na imagem

Se dá o nome de ruído numa imagem digital, a milhares de pequenos pontos multicoloridos que aparecem na imagem e que não fazem parte daquilo que foi fotografado.

O ruído é criado por sinais elétricos não desejados gerados por instabilidades do sensor de captura de imagem. Estes ruídos acabam por confundir o sensor e aparecem como centenas de pequenos pontos coloridos dando impressão de “granulação” ou pouca definição.

Isso acontece quando aumentamos muito o ISO na câmera. Quando aumentamos o ISO amplificamos também a potência do sinal gerado pelo pixel e o ruido, antes desprezível, acaba aparecendo junto.

Para ISO baixo, entre 100 e 400 o ruído é desprezível e não precisamos ter receio. Para ISO acima deste o ruído pode ser mais perceptível.

Na imagem abaixo (montada digitalmente para facilitar a visualização) vemos dois rostos: o da esquerda foi fotografado com ISO 1600 e baixa velocidade, o da direita foi fotografado com ISO 400 e velocidade intermediária. O rosto da esquerda tem muito mais ruído.

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O que é interpolação ?

Algumas câmeras aumentam o tamanho dos arquivos utilizando uma técnica chamada interpolação.

Numa imagem interpolada, pixels extras são inseridos entre os pixels capturados. A estes pixels extras são dados valores de cor que estão entre aqueles que o rodeiam.

Assim se consegue que a imagem fique maior sem aparente perda de qualidade.”

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Balanço de branco personalizado

O balanço de branco personalizado é também conhecido por “”custom white balance””.

Em cenas onde a luz não é branca ou se não há um modo pré programados de balanço de cores que se encaixa a condição, é possível estabelecer um parâmetro personalizado.

Neste modo normalmente se fotografa um padrão branco ou cinza 18%, dependendo da câmera. Num ítem específico do menu, se encontra o ajuste de balanço de branco personalizado. Aí se indica para a câmera qual é a foto para usar como referência. A partir dai é criado um balanço específico para esta condição de luz.

Este modo é especialmente útil em cenas onde exista luz mista; um ambiente onde haja invasão de luz ambiente e lâmpada fluorescente, por exemplo.

Uma vez ajustado o balanço personalizado é preciso colocar o ajuste de wb da câmera no modo do ícone acima.

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Saída de vídeo

Uma forma de ver as imagens disponibilizadas pelas câmeras digitais, é a saída de vídeo.

Com esta saída, conecta-se a câmera diretamente na entrada de vídeo de um televisor ou aparelho de vídeo e pode-se reproduzir na TV ou gravar numa fita de vídeo o que se vê no display de cristal líquido da câmera.

A qualidade da saída não é maravilhosa, mas é uma forma melhor de mostrar as fotos para um grupo do que no pequeno visor da câmera.

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Pixel, o que é ?

O filme das câmeras convencionais foi substituído pelo sensor de captura de imagem.

O sensor de captura de imagem, a exemplo do olho humano, é composto de milhões de pequenos sensores que capturam minúsculas partes da imagem, estes micros sensores de luz são chamados de pixel.

Eles ficam dispostos em linhas e colunas numa pastilha de silício.

O número de pixels que um sensor possui determina o quanto se pode ampliar uma imagem. Quanto mais pixels maior a ampliação possível.

Uma câmera de 6 mega pixels possui 6.000.000 de pixels distribuídos numa matriz de 3.000 pixels de largura por 2.000 pixels de altura.

dicad10.gif

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Arquivo RAW é útil ?

Os arquivos RAW são cópias das informações gravadas pela luz no CCD. Eles não sofrem tratamento importante posterior dentro da câmera e portanto podem ser processados posteriormente.

Como praticamente não recebem nenhum tipo de tratamento, nem compactação, normalmente ocupam grande espaço, podendo facilmente chegar a 10 meg bites para uma câmera de 6mpx

Toda câmera digital que produz arquivos RAW, traz junto um CD com programas para processamento destas imagens e conversão para formatos de arquivos mais populares.

A vantagem deste tipo de arquivo é que toda decisão de tratamento, como aplicação de filtro como nitidez, cor ou contraste pode ser feitas depois, sem que haja perigo de erro por pressa ou desconhecimento do fotógrafo.

Fabricantes e purístas dizem que um arquivo feita em RAW e depois tratado no computador tem mais qualidade que um arquivo feito em JPG. A realidade é que a maioria dos fotógrafos não usa RAW, por que o ganho de qualidade se não é imperceptível, pelo menos é bem próximo disto.

O RAW realmente é justificável quando se fotografa em locais onde a cor da luz varia muito dentro da imagem, ficando difícil decidir qual o balanço de branco correto.

Outro motivo que leva os fotógrafos a abusar do RAW e que ele da mais liberdade de corrigir erro de exposição, neste caso acredito que, melhor que remediar desta forma, é o fotógrafo aprender a fotometrar corretamente, mesmo porque quanto melhor o arquivo fonte melhor o resultado final.

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